CORISE
CORISE - ASSOCIAÇÃO DOS INDUSTRIAIS DE ARROZ DOS PAÍSES PRODUTORES EUROPEUS
Em 1996, a ANIA é membro fundador da CORISE - Comité da Indústria Arrozeira do Sul da Europa, que se passou a chamar em 1997 - Associação dos Industriais de Arroz dos Países Produtores Europeus, mas mantendo as siglas CORISE.
Com vista a uma tomada de posição quanto à reforma da OCM do arroz, teve lugar em Milão, a 18 de Novembro de 1999, uma reunião geral com a participação de representantes das Associações de Orizicultores e de Industriais de Descasque de Arroz dos Países Produtores do Sul da Europa.
Neste Encontro foram abordadas várias temáticas nomeadamente:
As obrigações
decorrentes dos Acordos GATT (OMC);
Os pontos-chave da actual OCM do arroz;
O sistema dos acordos preferências;
A síntese da situação do mercado;
A evolução da produção comunitária
nos últimos anos;
A evolução do regime de importações.
Posição final adoptada
Os orizicultores e os industriais de arroz dos países produtores europeus expressam a sua profunda e grande preocupação no que diz respeito à crise estrutural que afecta o sector orizícola.
A crise é essencialmente devido:
À aplicação
de um sistema de cálculo de direitos que tem progressivamente
vindo a reduzir a competitividade do arroz comunitário
quando comparado com o produto importado;
A várias concessões que permitiram a importação
de arroz para a UE ainda em regimes de direitos mais baixos (ACP,
PTU, TRQ e Basmati).
Devido a esta situação, é absolutamente necessária e urgente uma reforma da Organização Comum do Mercado (OCM) do arroz, bem como o abandono do sistema corrente de cálculo dos direitos e a consequente adopção de tarifas fixas.
Com este objectivo, os produtores e os industriais de arroz consideram indispensável:
Que o sistema de "preço-tecto"
seja abandonado, devido à incompatibilidade da nota de
cabeçalho n.º 7 com o artigo 4.2 do GATT;
Que o aumento da competitividade deverá ser prosseguido
preservando a intervenção;
Que a intervenção deverá voltar ao seu papel
original de ser a última barreira de protecção
para os produtores de arroz e devolver às leis de mercado
a tarefa orientadora da produção para as variedades
preferidas pelos consumidores;
Que as Superfícies Máximas Garantidas (SMG) correntes
conforme definidas no Regulamento da CEE 3072/95 do Conselho,
as quais em todo o caso levam a uma produção que
é inferior ao consumo de arroz da UE, não sejam
reduzidas.
Estamos em crer que estas são opções possíveis
para a reforma da OCM do Arroz.
Todos os problemas comunitários
e mundiais do sector são tratados nas reuniões da
CORISE antes de o serem na UARCE, tendo em conta que, muitas das
vezes, os interesses dos países do sul (CORISE), não
são coincidentes com os dos países do norte da Europa
(NERMA).